so, howdy NILE, finally!
day 1
trip - despite all the alarm, caused by the strike warning, and against expectations our flight was perfect: i was expecting the baggage to arrive at least 40 minutes after us, but we hardly waited; i was expecting to arrive at least 70 minutes late, but we actually arrived 10 minutes ahead of schedule. so, smiles... humpf, but then the poor girls from Porto were delayed! so, while a bunch of gals were spending time (and money!) at the airport, the other bunch was trying to get into a plane.
eventually we all met up and got on our way to Norwich!
welcome party - offered by the weather, with a typical British sky:)
€uros to Pounds - adapter on my laptop, borrowed by me family
accomodation - a lovely family, with no pets!
homework - ain't got any mate, wait until tomorrow - humpf, i thought i had come on holidays!
off to bed for me!
oh, the link to NILE
VSO needs you
-Quando é que este título deixa de ser ficção?-
Sunday, August 19, 2007
Sunday, May 06, 2007
21º Congresso da APPI
O 21º Congresso da APPI chegou ao fim. o cansaço é algum (lol), mas a sensação de missão cumprida e de sucesso dos professores é enorme: apesar das dificuldades que os mesmos têm em obter autorização para a frequência de formação, houve mais de 500 participantes, cerca de 150 dos quais docentes que trabalham com crianças do 1ºciclo e pré-escolar; as sessões correram bem; os cancelamentos foram poucos; as discussões ricas. Enfim: todos crescemos.
Aqui fica uma foto do "APPInep committee":
Não temos uma foto da família APPI completa, mas fica a destas filhas - eheh
As fotos oficiais estarão brevemente no site da APPI.
Aconselho: Tony Mitton, poeta e escritor, que fez uma apresentação de nos deixar de queixo caído e mãos doridas, de tantas palmas batermos!
Aqui fica uma foto do "APPInep committee":

Não temos uma foto da família APPI completa, mas fica a destas filhas - eheh
As fotos oficiais estarão brevemente no site da APPI.
Aconselho: Tony Mitton, poeta e escritor, que fez uma apresentação de nos deixar de queixo caído e mãos doridas, de tantas palmas batermos!
Wednesday, April 25, 2007
Formação sobre dislexia
É já no dia 5 de Maio de 2007 (sábado). Decorre em Lisboa e pretende:
- Definir dislexia,
- Descrever as características da Síndrome Dislexia,
- Conhecer programas de intervenção.
"A Dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de etiologia neurobiológica, caracterizada por dificuldades na correcção e fluência, na leitura de palavras, nas capacidades de decifração e na ortografia. Estas dificuldades resultam de um défice fonológico inesperado em relação as capacidades cognitivas e condições educativas.
Recentemente surgiram muitos trabalhos de investigação sobre este tema, feitos por especialistas de diversas áreas, como a psicologia, educação, linguística, genética e neurologia, que tem permitido um avanço significativo no conhecimento desta perturbação, que proporcionam orientações para o diagnostico e intervenção educativa eficaz.
Para todos os profissionais que trabalham com crianças e jovens com dificuldades na leitura e ortografia e necessário saber sinalizar, identificar esta perturbação para que, o mais precocemente possível, possa ser feita uma intervenção adequada."
Esta acção terá lugar no Hospital CUF Descobertas - Parque das Nações
Há dois preços de inscrição:
Até 27/04/2007 - € 75; Após 27/04/2007 - € 100
Mais informção aqui
- Definir dislexia,
- Descrever as características da Síndrome Dislexia,
- Conhecer programas de intervenção.
"A Dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de etiologia neurobiológica, caracterizada por dificuldades na correcção e fluência, na leitura de palavras, nas capacidades de decifração e na ortografia. Estas dificuldades resultam de um défice fonológico inesperado em relação as capacidades cognitivas e condições educativas.
Recentemente surgiram muitos trabalhos de investigação sobre este tema, feitos por especialistas de diversas áreas, como a psicologia, educação, linguística, genética e neurologia, que tem permitido um avanço significativo no conhecimento desta perturbação, que proporcionam orientações para o diagnostico e intervenção educativa eficaz.
Para todos os profissionais que trabalham com crianças e jovens com dificuldades na leitura e ortografia e necessário saber sinalizar, identificar esta perturbação para que, o mais precocemente possível, possa ser feita uma intervenção adequada."
Esta acção terá lugar no Hospital CUF Descobertas - Parque das Nações
Há dois preços de inscrição:
Até 27/04/2007 - € 75; Após 27/04/2007 - € 100
Mais informção aqui
Friday, April 20, 2007
The APPInep bulletin is out there - take a look at it. It's filled with great and practical ideas!
See you@the APPI conference, May 5th!
See you@the APPI conference, May 5th!
Thursday, April 19, 2007
see you online or in-world!
your world. your imagination
second life, a new world? the boom after the internet?
Second Life is a 3D platform that can be used for:
second life, a new world? the boom after the internet?
Second Life is a 3D platform that can be used for:
- Presenting, promoting, and selling content to a broad online audience
- Collaborating and communicating in real time between multiple participants
- Researching new concepts/products
- Training and educating in virtual classrooms
Tuesday, April 17, 2007
PET contest!!
On the 25th of April 2007, the Primary English Teachers Yahoo Group , (PET) is celebrating its 1st birthday. So, if you haven't subscribed yet, this is your chance;) The APPInep committee couldn't let this day pass without a celebration. So, we have decided to organize a competition entitled "My favourite activity", for all PET & APPInep members to participate. We've contacted some publishers, who have agreed to donate some resource books as prizes.
The four most original activities will win a resource book. The winning activities will be assembled into a little brochure for our APPInep participants at the APPI Conference on 5th May and they will also appear in the Autumn issue of the APPInep Bulletin. All entries will be posted on the APPInep website.
The rules are as follows:
Activities should be described in no more than 400 words.
Only one activity can be presented per participant.
Activities can be suitable for Pre-School or Primary classes.
Activities must be sent by 23.55h, Wednesday 25th April.
Each entry must include participant?s name, address, telephone number and email address.
The four most original activities will be chosen by the APPInepcommittee.
Winners will be announced at APPI's 21st Conference, on APPInep Day (5th May) and prizes sent by publishers after this. We look forward to being inundated with fun activities over the next week!
PRIZES
Tell it Again! The New Storytelling Handbook for Primary Teachers - donated by Pearson Publishers
To be announced soon - Oxford University Press
To be announced soon - Cambridge University Press
To be announced soon - Macmillan
Go to http://appinep.appi.pt/?page=contest to fill in your contest entry!!
Best of luck and creativity;)
The four most original activities will win a resource book. The winning activities will be assembled into a little brochure for our APPInep participants at the APPI Conference on 5th May and they will also appear in the Autumn issue of the APPInep Bulletin. All entries will be posted on the APPInep website.
The rules are as follows:
Activities should be described in no more than 400 words.
Only one activity can be presented per participant.
Activities can be suitable for Pre-School or Primary classes.
Activities must be sent by 23.55h, Wednesday 25th April.
Each entry must include participant?s name, address, telephone number and email address.
The four most original activities will be chosen by the APPInepcommittee.
Winners will be announced at APPI's 21st Conference, on APPInep Day (5th May) and prizes sent by publishers after this. We look forward to being inundated with fun activities over the next week!
PRIZES
Tell it Again! The New Storytelling Handbook for Primary Teachers - donated by Pearson Publishers
To be announced soon - Oxford University Press
To be announced soon - Cambridge University Press
To be announced soon - Macmillan
Go to http://appinep.appi.pt/?page=contest to fill in your contest entry!!
Best of luck and creativity;)
Monday, March 19, 2007
Relatório da OCDE fala melhor dos professores portugueses do que a Ministra da Educação da República Portuguesa!
Ensino público português
O relatório da OCDE sobre ensino revela o que o Ministério da Educação sabe, mas
esconde, tentando virar os portugueses menos esclarecidos contra os docentes.
O documento original - Education at a Glance, publicado pela OCDE
Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de
permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos,
italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses,
luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
No mesmo documento poderá verificar, na página 56, que
Os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a
salários!
Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em
relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos
em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
Preguiçosa e rapidamente adaptado de um mail que recebi. (Percebe-se que quem escreveu o mail lê os documentos do mesmo modo que eu leio os jornais!)
O relatório da OCDE sobre ensino revela o que o Ministério da Educação sabe, mas
esconde, tentando virar os portugueses menos esclarecidos contra os docentes.
O documento original - Education at a Glance, publicado pela OCDE
Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de
permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos,
italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses,
luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
No mesmo documento poderá verificar, na página 56, que
Os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a
salários!
Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em
relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos
em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
Preguiçosa e rapidamente adaptado de um mail que recebi. (Percebe-se que quem escreveu o mail lê os documentos do mesmo modo que eu leio os jornais!)
Saturday, March 10, 2007
Spring discussions
Está a organizar-se mais uma discussão no grupo de discussão "Portuguese Primary English Teachers".
Esta destina-se a discutir o ensino de inglês a crianças dos 3 aos 6 anos de idade. Mais informação aqui.
Participem, isto promete!
Qualquer dúvida, perguntem;)
Esta destina-se a discutir o ensino de inglês a crianças dos 3 aos 6 anos de idade. Mais informação aqui.
Participem, isto promete!
Qualquer dúvida, perguntem;)
Saturday, February 24, 2007
Sunday, February 18, 2007
Thursday, February 08, 2007
como e que e possivel?
Why are so many teachers so boooooring?
Não deveria ser um trabalho de gente criativa?
Não deveria ser um trabalho de gente criativa?
Wednesday, January 31, 2007
41st IATEFL Annual Conference and Exhibition
@Aberdeen, 18th - 22nd April 2007
I wont be there, for the same old reason: I'm a Portuguese teacher working in a Portuguese State school. In other words: I could go on vacation and use an "atestado médico" and would have no problem at all. The problem is that I am not allowed "time off" for training, nor am I allowed to swap with any colleague.
I wont be there, for the same old reason: I'm a Portuguese teacher working in a Portuguese State school. In other words: I could go on vacation and use an "atestado médico" and would have no problem at all. The problem is that I am not allowed "time off" for training, nor am I allowed to swap with any colleague.
Monday, January 22, 2007
dos ratos no ensino
O que é que se faz quando se encontram ratos numa escola do 1º Ciclo do Ensino Básico?
a) Ignora-se o facto
b) Informa-se a Câmara Municipal, que contratará os serviços de desratização
c) Combina-se uma caça ao rato, com pistas várias (como numa verdadeira caça ao tesouro)
Quando se procede à desratização
a) Os alunos devem ir para casa durante uma semana, de forma a garantir a sua segurança
b) Ignorar o facto
c) Pedir aos alunos para não mexerem no veneno
(As coisas que acontecem nesta capital de Portugal...)
a) Ignora-se o facto
b) Informa-se a Câmara Municipal, que contratará os serviços de desratização
c) Combina-se uma caça ao rato, com pistas várias (como numa verdadeira caça ao tesouro)
Quando se procede à desratização
a) Os alunos devem ir para casa durante uma semana, de forma a garantir a sua segurança
b) Ignorar o facto
c) Pedir aos alunos para não mexerem no veneno
(As coisas que acontecem nesta capital de Portugal...)
Sunday, January 21, 2007
Story nory
Wednesday, January 03, 2007
Alguem me explica?
Considerando que Portugal está ao nível dos restantes países europeus, em relação ao volume da despesa/investimento em educação, por que é que as escolas públicas têm tantas carências?
Pequenos exemplos do quotidiano:
- papel higiénico oferecido pela associação de pais
- paredes pintadas por docentes
- humidade que impede os cartazes e trabalhos dos alunos de se aguentarem nas paredes
(há dias em que me custa investir e acreditar num país como este, apesar de fazer parte doconjunto de pessoas que não querem abandonar o barco, porque querem dar o seu contributo, porque acreditam...)
Pequenos exemplos do quotidiano:
- papel higiénico oferecido pela associação de pais
- paredes pintadas por docentes
- humidade que impede os cartazes e trabalhos dos alunos de se aguentarem nas paredes
(há dias em que me custa investir e acreditar num país como este, apesar de fazer parte doconjunto de pessoas que não querem abandonar o barco, porque querem dar o seu contributo, porque acreditam...)
Thursday, December 14, 2006
Time's person of the year 2006
The internet is no longer a place where people simply search for information, people are quickly creating their own Net content.
Time Magazine chose you “for seizing the reins of the global media, for founding and framing the new digital democracy, for working for nothing and beating the pros at their own game”.
Time Magazine chose you “for seizing the reins of the global media, for founding and framing the new digital democracy, for working for nothing and beating the pros at their own game”.
Wednesday, November 22, 2006
A TLEBS vista por Vasco Graça Moura
"Num site do Ministério da Educação (http/www.dgidc.minedu.pt/TLEBS/CDMateriaisDidacticos/trabalhos/90_Lusiadas _3C.ppt), pode encontrar-se a TLEBS [Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário] aplicada à análise de uma estrofe de Os Lusíadas (II, 12), destinada aos alunos do 9.º ano e qualificada como "corpo linguístico ambíguo". O facto de o ministério ter acolhido o trabalho feito numa escola básica na sua página da rede fala por si.
A estrofe é esta:
Aqui os dous companheiros conduzidos
Onde com este engano Baco estava,
Põem em terra os giolhos, e os sentidos
Naquele Deus que o mundo governava.
Os cheiros excelentes, produzidos
Na Pancaia odorífera, queimava
O Tioneu, e assim por derradeiro
O falso Deus adora o verdadeiro.
Depara-se-nos logo o fac-símile de duas páginas do Canto II da edição de 1572, com o terrível azar de não figurar aí a estrofe em questão... São reproduzidas as n.ºs 63 a 68, não se percebe porquê.
A análise tem coisas extraordinárias. Alguns exemplos:
1. Afirma-se que "o nome próprio Deus nos surge em três posições ambíguas. A primeira é naquele Deus que..., "pressupondo a existência de outros, o que o torna comum e lhe retira o carácter de entidade única".
Acontece que o nome Deus surge apenas em duas posições. E se, na terceira, está implícito, não está como nome. Em vez dele está o pronome "o" [verdadeiro].
A expressão "naquele Deus" não o dessingulariza. Não pressupõe, antes exclui a existência de outros. Basta ler. É um mero expediente enfático e métrico.
Não há qualquer ambiguidade. Deus não é contraposto a outros deuses em termos equívocos. Quando muito, ambíguo seria o verbo no imperfeito do indicativo ("governava", em vez de "governa"), por razões de rima, e isto é que devia ser explicado...
Diz-se também que a segunda e terceira posições da dita ambiguidade do nome próprio Deus estariam em "falso Deus" e "verdadeiro [Deus]".
Volta a não haver ambiguidade: um é falso e o outro é verdadeiro... Aliás, se ambiguidade houvesse, haveria que explicar, em termos empsonianos, que a incerteza ou sobreposição de sentidos funcionaria como recurso de intensificação do efeito poético e da ironia.
2. Pancaia é o nome de uma ilha utópica no Oceano Índico, imaginada por Evémero de Messina (séc. III a. C.). Havia nela árvores de incenso e outras essências vegetais próprias para rituais religiosos. Daí, "os cheiros excelentes, produzidos na Pancaia odorífera" e queimados por Baco. Mas lemos: "o nome próprio Pancaia assume também valor de nome comum devido à presença do determinante demonstrativo '...aquela', constituindo assim uma perífrase de 'Ilha'".
Isto continua a ser puro dislate. Mas o mais bizarro é que o tal determinante demonstrativo "aquela" com tão mágicas e sofisticadas propriedades, NÃO SE ENCONTRA na estrofe analisada!!! É forjado para fins da análise e isto é verdadeiramente grave... E mais grave ainda é o ministério avalizar esta enormidade!
3. Mas há outras coisas pungentes. Noções reaccionárias como sujeito, predicado, complemento directo, complementos circunstanciais, dão lugar a embrulhadas rebarbativas que, do ponto de vista da aprendizagem dos jovens, não adiantam absolutamente nada.
Basta ver como os complementos "...em terra" e "... os giolhos" são descritos. Para o primeiro, temos: "núcleo de um complemento preposicional em posição pós-verbal, constituindo uma unidade sintáctica que serve de locativo à forma verbal põem" e, para o segundo: "núcleo de um grupo nominal que constitui o complemento directo da expressão predicativa anterior". Por sua vez, "... e os sentidos naquele Deus que..." é explicado como "núcleo de um grupo nominal equivalente ao anterior, regido pela conjunção copulativa e que o transforma em complemento directo da expressão predicativa formada pela forma verbal põem".
4. "... produzidos na Pancaia odorífera..." é apresentado como "núcleo de um complemento preposicional seleccionado pela forma verbal 'produzidos' como argumento indispensável". O que é que um aluno vai compreender quanto ao argumento indispensável? De resto, pôr os joelhos em terra e produzir na Pancaia é assim tão diferente? Na Pancaia já não serve de locativo à forma verbal produzidos?
5. "... os cheiros excelentes" acarretam o odor evanescente de um "núcleo de um grupo nominal com função de complemento directo e um Modificador adjectival, em posição de atributo"...
6. "... com este engano Baco estava..." explica-se como "verbo copulativo aqui a assumir um valor absoluto ao dispensar o nome predicativo do sujeito - predicado de uma unidade de hierarquização também secundária". Como é que os alunos vão entender que, muito simplesmente, aquele "Baco estava" quer dizer "Baco encontrava-se ali"?
7. "... e assim por derradeiro, o falso Deus adora o verdadeiro" dá lugar a esta trapalhada: "Predicado da frase que constitui uma oração coordenada copulativa/conclusiva (ligada à anterior pela locução conjuncional e e o conector de valor conclusivo assim)". Parece que toda a frase é o "predicado da frase"…
E o que será pegar em todos os dicionários e onde, na entrada "assim", vem indicado advérbio, alterá-los para se incluir "conector de valor conclusivo"?
8. "Por derradeiro" implica a seguinte explicação deveras transparente: "complemento preposicional aparentemente modificador do sujeito 'falso Deus' no que constituiria uma oração subordinada causal. Na verdade, no contexto, a expressão indica 'Por fim; finalmente' e reforça o valor conclusivo dos elementos anteriores". Quer dizer: formula-se uma hipótese desnecessária, antes de se dar a informação correcta...
Disto se vê como até os professores se enredam nas suas próprias confusões. Escapa à minha obtusidade como é que miúdos de 14 ou 15 anos, ainda por cima mal preparados, vão perceber tudo isto e muito mais nos 45 minutos que são expressamente indicados para a análise em questão. Não lhes chegará todo um ano lectivo à roda desta oitava camoniana!
Com a TLEBS, descobriu-se a maneira de reduzir o estudo de Os Lusíadas no 9.º ano a uma só estrofe das 1102 do poema. Coitado do Tioneu!
O ódio à Literatura atinge o seu paroxismo nestes modelos de autópsia.
Acuso deste crime o Ministério de Educação."
(Hoje, no DN)
A estrofe é esta:
Aqui os dous companheiros conduzidos
Onde com este engano Baco estava,
Põem em terra os giolhos, e os sentidos
Naquele Deus que o mundo governava.
Os cheiros excelentes, produzidos
Na Pancaia odorífera, queimava
O Tioneu, e assim por derradeiro
O falso Deus adora o verdadeiro.
Depara-se-nos logo o fac-símile de duas páginas do Canto II da edição de 1572, com o terrível azar de não figurar aí a estrofe em questão... São reproduzidas as n.ºs 63 a 68, não se percebe porquê.
A análise tem coisas extraordinárias. Alguns exemplos:
1. Afirma-se que "o nome próprio Deus nos surge em três posições ambíguas. A primeira é naquele Deus que..., "pressupondo a existência de outros, o que o torna comum e lhe retira o carácter de entidade única".
Acontece que o nome Deus surge apenas em duas posições. E se, na terceira, está implícito, não está como nome. Em vez dele está o pronome "o" [verdadeiro].
A expressão "naquele Deus" não o dessingulariza. Não pressupõe, antes exclui a existência de outros. Basta ler. É um mero expediente enfático e métrico.
Não há qualquer ambiguidade. Deus não é contraposto a outros deuses em termos equívocos. Quando muito, ambíguo seria o verbo no imperfeito do indicativo ("governava", em vez de "governa"), por razões de rima, e isto é que devia ser explicado...
Diz-se também que a segunda e terceira posições da dita ambiguidade do nome próprio Deus estariam em "falso Deus" e "verdadeiro [Deus]".
Volta a não haver ambiguidade: um é falso e o outro é verdadeiro... Aliás, se ambiguidade houvesse, haveria que explicar, em termos empsonianos, que a incerteza ou sobreposição de sentidos funcionaria como recurso de intensificação do efeito poético e da ironia.
2. Pancaia é o nome de uma ilha utópica no Oceano Índico, imaginada por Evémero de Messina (séc. III a. C.). Havia nela árvores de incenso e outras essências vegetais próprias para rituais religiosos. Daí, "os cheiros excelentes, produzidos na Pancaia odorífera" e queimados por Baco. Mas lemos: "o nome próprio Pancaia assume também valor de nome comum devido à presença do determinante demonstrativo '...aquela', constituindo assim uma perífrase de 'Ilha'".
Isto continua a ser puro dislate. Mas o mais bizarro é que o tal determinante demonstrativo "aquela" com tão mágicas e sofisticadas propriedades, NÃO SE ENCONTRA na estrofe analisada!!! É forjado para fins da análise e isto é verdadeiramente grave... E mais grave ainda é o ministério avalizar esta enormidade!
3. Mas há outras coisas pungentes. Noções reaccionárias como sujeito, predicado, complemento directo, complementos circunstanciais, dão lugar a embrulhadas rebarbativas que, do ponto de vista da aprendizagem dos jovens, não adiantam absolutamente nada.
Basta ver como os complementos "...em terra" e "... os giolhos" são descritos. Para o primeiro, temos: "núcleo de um complemento preposicional em posição pós-verbal, constituindo uma unidade sintáctica que serve de locativo à forma verbal põem" e, para o segundo: "núcleo de um grupo nominal que constitui o complemento directo da expressão predicativa anterior". Por sua vez, "... e os sentidos naquele Deus que..." é explicado como "núcleo de um grupo nominal equivalente ao anterior, regido pela conjunção copulativa e que o transforma em complemento directo da expressão predicativa formada pela forma verbal põem".
4. "... produzidos na Pancaia odorífera..." é apresentado como "núcleo de um complemento preposicional seleccionado pela forma verbal 'produzidos' como argumento indispensável". O que é que um aluno vai compreender quanto ao argumento indispensável? De resto, pôr os joelhos em terra e produzir na Pancaia é assim tão diferente? Na Pancaia já não serve de locativo à forma verbal produzidos?
5. "... os cheiros excelentes" acarretam o odor evanescente de um "núcleo de um grupo nominal com função de complemento directo e um Modificador adjectival, em posição de atributo"...
6. "... com este engano Baco estava..." explica-se como "verbo copulativo aqui a assumir um valor absoluto ao dispensar o nome predicativo do sujeito - predicado de uma unidade de hierarquização também secundária". Como é que os alunos vão entender que, muito simplesmente, aquele "Baco estava" quer dizer "Baco encontrava-se ali"?
7. "... e assim por derradeiro, o falso Deus adora o verdadeiro" dá lugar a esta trapalhada: "Predicado da frase que constitui uma oração coordenada copulativa/conclusiva (ligada à anterior pela locução conjuncional e e o conector de valor conclusivo assim)". Parece que toda a frase é o "predicado da frase"…
E o que será pegar em todos os dicionários e onde, na entrada "assim", vem indicado advérbio, alterá-los para se incluir "conector de valor conclusivo"?
8. "Por derradeiro" implica a seguinte explicação deveras transparente: "complemento preposicional aparentemente modificador do sujeito 'falso Deus' no que constituiria uma oração subordinada causal. Na verdade, no contexto, a expressão indica 'Por fim; finalmente' e reforça o valor conclusivo dos elementos anteriores". Quer dizer: formula-se uma hipótese desnecessária, antes de se dar a informação correcta...
Disto se vê como até os professores se enredam nas suas próprias confusões. Escapa à minha obtusidade como é que miúdos de 14 ou 15 anos, ainda por cima mal preparados, vão perceber tudo isto e muito mais nos 45 minutos que são expressamente indicados para a análise em questão. Não lhes chegará todo um ano lectivo à roda desta oitava camoniana!
Com a TLEBS, descobriu-se a maneira de reduzir o estudo de Os Lusíadas no 9.º ano a uma só estrofe das 1102 do poema. Coitado do Tioneu!
O ódio à Literatura atinge o seu paroxismo nestes modelos de autópsia.
Acuso deste crime o Ministério de Educação."
(Hoje, no DN)
Tuesday, November 14, 2006
Formação creditada para professores de inglês - 1º CEB
A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), do Ministério da Educação, vai realizar a 2ª edição da acção de formação on-line "Gestão Curricular do Inglês no 1º Ciclo do Ensino Básico", de concepção co-participada pela APPI.
Esta acção realizar-se-á entre 6 de Janeiro e 3 de Março de 2007.
Este curso consiste em 25 horas: 16 online e 9 horas presenciais (uma sessão no início do curso e outra sessão no final).
Chamo a atenção para o facto de não se aceitarem inscrições de pessoas que tenham frequentado a 1ª edição. Infelizmente não existe uma iniciativa do ME que abranja estes docentes. Contudo, os professores são dinÂmicos, por isso continuarão a participar activamente no PET e a cooperar na formação de cada um, com cada um.
É com alegria que recordo a origem do rimary English Teachers in Portugal (PET): Surgiu da necessidade sentida pelos profesores que frequentaram a 1ª edição deste curso.
Informação complementar no sítio da APPI e da APPInep.
Esta acção realizar-se-á entre 6 de Janeiro e 3 de Março de 2007.
Este curso consiste em 25 horas: 16 online e 9 horas presenciais (uma sessão no início do curso e outra sessão no final).
Chamo a atenção para o facto de não se aceitarem inscrições de pessoas que tenham frequentado a 1ª edição. Infelizmente não existe uma iniciativa do ME que abranja estes docentes. Contudo, os professores são dinÂmicos, por isso continuarão a participar activamente no PET e a cooperar na formação de cada um, com cada um.
É com alegria que recordo a origem do rimary English Teachers in Portugal (PET): Surgiu da necessidade sentida pelos profesores que frequentaram a 1ª edição deste curso.
Informação complementar no sítio da APPI e da APPInep.
Saturday, November 11, 2006
Feira da Criança na Cordoaria Nacional
Nos dias 16 e 17 de Novembro terá lugar a Feira da Criança, na Cordoaria Nacional.
Serão preparadas workshops de música, culinária, dança, ciência, condução, astronomia, e ainda cinema, teatro, yoga e algumas prendas para levar para casa.
Por apenas 1 €, as crianças são convidadas a passar uma manhã ou tarde na Cordoaria Nacional, usufruindo de todas as actividades do programa.
Para esclarecimentos adicionais ou inscrições, escrevam para: terraalternativa@gmail.com.
Serão preparadas workshops de música, culinária, dança, ciência, condução, astronomia, e ainda cinema, teatro, yoga e algumas prendas para levar para casa.
Por apenas 1 €, as crianças são convidadas a passar uma manhã ou tarde na Cordoaria Nacional, usufruindo de todas as actividades do programa.
Para esclarecimentos adicionais ou inscrições, escrevam para: terraalternativa@gmail.com.
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