VSO needs you

-Quando é que este título deixa de ser ficção?-

Tuesday, March 28, 2006

XX ENCONTRO GALEGO-PORTUGUÊS DE EDUCADORAS E EDUCADORES PELA PAZ

Cada um de nós tem a obrigação de construir a paz

Acontece nos disas 28, 29 e 30 de Abril.
Coordenadas: Lugo, Galiza

Informação complementar aqui

Saturday, February 18, 2006

concursos de docentes

O corpo do aviso foi publicado no Diário da República hoje, mas os anexos serão publicados, no Diário da República, no dia 22 de Fevereiro.

O concurso terá a validade de 3 anos, independentemente do vínculo que se tenha com o ME.
Até 2009, ano em que abrirá o próximo concurso, as necessidades residuais serão preenchidas por professores do Quadro que não tenham alunos ou por professores contratados.

Mais informação, seguindo o link que está no título.

Sunday, February 12, 2006

Dia do IPATIMUP

16 de Fevereiro é o dia aberto à comunidade e à população escolar do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto.

Sunday, February 05, 2006

Young Children

Um revista que chegou a este blog pelas mãos da mfigueiredo.

Tuesday, January 31, 2006

da banda larga nas escolas...



Agora é que vai... desta vez é que as tecnologias vão entrar em força nas escolas.
Afinal,o grande problema era a falta de banda larga...
Hoje, todas as escolas ficaram ligadas .
A grande inovação do ministério teve honras de reportagem, em directo, com diferentes ministros a visitar uma escola EB1, em que os meninos acediam com facilidade à internet.
Mas a realidade da maioria das nossas escolas foi mostrada logo de seguida, numa Escola EB2, com uma pequena sala em que os alunos tentavam , em vão, aceder à internet para pesquisar diferentes assuntos...
Diziam eles que , por vezes, "era tão lento que podiam ir ao bar, comer e voltar e muitas vezes, tocava e eles não tinham podido fazer nada..."
O professor queixou-se exactamente do mesmo ... Pelos vistos, a banda larga ainda não chegou a todas as escolas... Chegou a algumas...
E não posso deixar de recordar o Projecto Minerva que já nos anos 80 se desenvolvia em muitas escolas, mas cujo balanço global nunca foi feito...
Recordo o esforço que muitos fazíamos para manter as salas onde se desenvolviam os projectos com recurso ao computador, o apoio que tínhamos de pedir a familiares e amigos para resolver os problemas que surgiam, pois as escolas não tinham nenhum técnico que pudesse solucionar as eventuais avarias...
Ah! Mas parece que finalmente as escolas vão ter apoio técnico atempadamente, computadores actualizados, redes funcionais que permitam desenvolver projectos de turma, interdisciplinares, projectos de escola...
Parece que , de uma vez por todas, vão ser resolvidos problemas de infraestruturas básicos para um aproveitamento cabal das tecnologias...
Parece que finalmente os professores se dispuseram a utilizar o computador como uma ferramenta educativa de grande potencial e, na sua escola e turma, em grupo, planificam o seu trabalho e aprendem , em conjunto com os alunos, que muitas vezes dominam melhor o computador que eles próprios...
Parece que finalmente vai haver nas escolas número suficiente de computadores e software (não pirateado...) que permita duas ou três turmas em simultâneo terem possibilidade de terem as suas aulas ( de diferentes disciplinas) em salas onde existam computadores ligados...
Parece....!

Sunday, January 15, 2006

O ensino pode melhorar!

Está aberto o período de apresentação de candidaturas para as seguintes Acções do Programa Sócrates:

COMENIUS
ERASMUS
GRUNDTVIG
VISITAS PREPARATÓRIAS
Mais informação aqui

Monday, January 09, 2006

ano novo, revista nova

O Público acaba de lançar uma revista dedicada à educação. Pontos nos ii estará na rua a partir de amanhã. Poderemos ir buscá-la à banca, ou aqui.

Vêm com ânimo, como se pode ver pelo editorial:
"Não há muito, em Paris, viu-se fogo. Entre nós, não o vemos, mas já arde. Por favor inquietem-se. Os professores estão desmotivados. Os alunos desinteressados. Os pais ocupados com a sobrevivência e o emprego. Os políticos fixados na «verdade » que julgam possuir.
Pontos nos ii nasce para inquietar, para debater, para mobilizar, para apressar 30 anos de marcha lenta em Educação.
Utópicos? É! Nós aqui somos utópicos!"

Boas leituras!

Friday, January 06, 2006

lisboa, 2006

ou de como há escolas públicas, "bem localizadas", onde não há internet, onde não há aquecimento central, onde os professores almoçam numa sala de aulas... e muito mais!

in a while crocodile

Wednesday, January 04, 2006

As inovações "velhas" do M.E.

O início do 2º período foi anunciado com grandes "medidas" inovadoras para combater o insucesso escolar... Aqui
Ao lê-las, senti-me perplexa... Planos de recuperação para alunos? Há pelo menos 10 anos, que eles são feitos pelos professores, pelos conselhos de turma e aos pais é solicitada a sua cooperação... Se são bem feitos, é outra questão, mas que são uma das medidas praticadas obrigatoriamente nas escolas, são...
A propósito, um episódio passado comigo há cerca de 13 anos...
Numa turma do 6º ou 7º ano, ( já não me recordo bem e não me apetece ir consultar as agendas antigas) tinha um elevado número de alunos com fortes probabilidades de reprovarem. Elaborei um plano de recuperação, muito completo, que necessitava de um professor para ser concretizado!
Entregue no Conselho Directivo (ainda não havia Conselho Executivo!), foi-me proposto que eu mesma o concretizasse, para o que me seriam atribuídas horas extraordinárias!
Não aceitei, pela razão muito simples de que achei imoral aceitar horas extraordinárias, quando havia professores desempregados e juntando todas as horas extraordinárias que estavam distribuídas na escola, um horário completo podia ser entregue a um professor.
Então, foi-me comunicado que, consultada a C.A.E. (ainda havia C.A.E.s..), não se podia levar a cabo o plano de recuperação.
Como era Directora da Turma, convoquei todos os Encarregados de Educação a quem comuniquei a situação. Afinal, se havia Plano de Acompanhamento para os alunos, quem tinha de proporcionar os meios de execução do mesmo, era o Ministério!
Um dia depois de a C.A.E. ter sido informada da realização desta reunião, foi colocada uma professora na Escola com quem colaborei na execução do plano! E nessa época, não havia ainda SIC ou TVI...
Será que as medidas do Ministério, que não têm nada de novo, vão finalmente proporcionar às escolas meios para concretizar os Planos?
Se tal não acontecer, continuaremos a ver planos de faz -de-conta e "sucesso"estatístico, deliberado nas reuniões de avaliação, para "não ter de preencher tanta papelada"...ou então, como tem sido usual nesta equipa do ministério, daqui a duas ou três semanas apresentam novas "medidas" para corrigir estas...

Wednesday, December 28, 2005

Importante é mudar!

O ME propôs ontem que o próximo concurso de docentes seja válido por três anos.
A proposta inicial era de 4 anos. Número que agora se reduz para 3. Quando é que se decidem?
O desespero de “mostrar mudança” é enorme e parece levar o ME a tomar decisões tontas e injustificadas. Pelo que sei, a intenção desta medida é possibilitar que os docentes desenvolvam todo um trabalho contínuo, com os alunos, colegas e demais comunidade educativa envolvente. Na minha opinião, a validade do consurso deveria ser variável, de acordo com o nível de ensino e com a situação específica. P. Ex. Se um professor do 1º CEB é colocado no próximo ano lectivo (2006/2007) numa escola onde será titular de uma turma do 2º ano, deverá permanecer nessa escola durante 3 anos lectivos (2006 a 2009), de forma a “levar” os alunos para o ciclo de ensino seguinte, i.e., o 2º CEB.

Tuesday, December 27, 2005

O País real...

Ontem de manhã, precisei de ir à farmácia para comprar uns comprimidos que tomo e tomarei diariamente. A cidade, habitualmente fervilhando de gente, respirava silêncio, apesar das iluminações natalícias que piscavam o olho aos poucos transeuntes...
Apesar do reduzido movimento, na farmácia havia cerca de 6 pessoas : eu, dois homens de cerca de 50 anos, uma mãe com um filhote ao colo e duas senhoras já idosas, que se amparavam mutuamente.
Eu era a última daquele grupo. Preparei-me para esperar algum tempo, já que todos traziam na mão receitas médicas , o que não acontecia comigo.
Um dos homens, com aspecto abastado para o meio social em que nos encontrávamos, falava com o farmacêutico que o atendia, pois era visível que se conheciam . O Sr. José (como foi chamado) lá apresentou a sua receita enquanto se queixava de dois empregados que "não queriam fazer nada" e " imagine, ainda tiveram a lata de me pedir o subsídio de natal", em voz bem alta ,para que todos ouvíssemos e ia falando das casas que estava a construir à beira da praia bem como das razões que o tinham levado ao hospital. Percebi, pela conversa entre os dois, que o Sr. José era um construtor civil.
Finalmente, lá lhe entragaram os medicamentos receitados e pediram-lhe que assinasse a receita, norma estabelecida para confirmar a aquisição de medicamentos.
Qual não foi o meu espanto, quando o senhor baixou a voz e disse : "Desculpe lá, mas eu não sei assinar!" Lá veio a tinta para o senhor certificar com o dedo a sua assinatura!
Fiquei estupefacta! Este é o país que temos e estes são os patrões com que contam os nossos governantes para fazer desenvolver o país!
Com um país cheio de senhores josés, não há seguramente desenvolvimento assegurado!

Thursday, December 15, 2005

Ainda os crucifixos

Ainda os crucifixos nas escolas... um episódio

Em Junho deste ano, na sequência da programação de um curso extra-escolar sobre Associativismo e Desenvolvimento Local, estivemos numa aldeia, sede de Junta de Freguesia, a cerca de 50 km de Lisboa,  para uma pequena sessão, a que chamámos de Aula Aberta , sobre as vantagens do envolvimento dos habitantes locai no desenvolvimento da sua comunidade.
Ao longo do ano, os formandos do curso e nós, formadoras, realizámos 8 aulas abertas sobre temas relacionados com o desenvolvimento local em parceria com associações de cada localidade, procurando incentivar a dinamização das populações no seu próprio futuro.
Nesta aldeia, a que chamaremos de Arriba de Cima, para que não possa ser identificada, a Associação não possuía uma sede suficientemente espaçosa para o número esperado de assistentes, pelo que a sessão ocorreu na Escola Básica do lugar.
Cerca das 21:30, a sala da escola albergava cerca de 60 pessoas, homens e mulheres de todas idades, dos cerca de 20 aos 76, interessadas e participando animadamente na discussão sobre o tema, após uma breve introdução com o apoio de algumas imagens recolhidas em acções promovidas noutros locais.
A certa altura do debate, um dos assistentes de cerca de 50 anos pediu a palavra para expressar a sua opinião – resumidamente achava que a perspectiva de desenvolvimento era válida e devia efectivamente envolver mais a população, mas sentia-se chocado por ver aquela sala de aula exactamente como estava há trinta e tal anos, quando ele próprio frequentava a escola. Aquele crucifixo não devia estar ali, porque a escola era laica e era proibido.
Confesso que nem tinha reparado no aludido crucifixo, mas nem sequer tive tempo de responder. Gerou-se uma confusão de todo o tamanho, acusando-o de estar ali para gerar problemas e que era melhor calar-se. Os ânimos estavam aquecendo e não foi fácil, muito calmamente, chamar a atenção para o tema daquela sessão, não sem antes ter aproveitado para explicar o que significava escola “laica”, que o referido senhor tinha o direito de emitir a sua opinião, o que dizia a Constituição e que, efectivamente, qualquer pai podia reclamar da presença do crucifixo.
As pessoas presentes, após alguns murmúrios entre si e algumas questões colocadas às formadoras, lá concluíram que talvez o dito senhor tivesse razão, mas ali na aldeia eram eles que decidiam!
Voltámos ao tema do desenvolvimento local, organizámos um grupo que em parceria com a turma iria dinamizar uma sessão de poesia, solicitada por um grupo de pessoas mais idosas e fomos todos para uma festa que decorria ali perto, ao som dos cavaquinhos tocados por 3 habitantes.
Já na festa, em ambiente informal, retomei o assunto do crucifixo com alguns deles e perguntei: “E se a professora tirasse o crucifixo?” “Nós havíamos de o pôr lá outra vez.”
“ Se uma mãe ou pai falasse disso?”
“Aqui ninguém se atreve, e se se atrevesse, dizíamos ao senhor padre!”
O Presidente da Junta de Freguesia perguntou-nos directamente: “O que acham as senhoras?” Eu respondi sorridente: “eu tirava-o, claro, pois não é preciso ter ali um crucifixo para se ser católico!”
“ Não sei se eu podia fazer isso aqui”, retorquiu ele também a sorrir!
Eu também não sei o que aconteceu ao crucifixo lá na escola. Mas um dia destes, hei-de lá voltar para ver!

Saturday, November 26, 2005

A Escola é laica... quem duvida?

Finalmente, uma medida que só peca, por tardia: retirar os crucifixos das escolas . A Escola é laica e como tal não deve ter qualquer símbolo religioso, o que, aliás, já estava preconizado há muito, embora não fosse essa a prática nas escolas.
Não sei, contudo, se não irão fazer-se ouvir as vozes de muito boa gente protestar contra tal medida! Aguardemos.
Prometo num próximo post contar um episódio ocorrido numa aldeia de um concelho da Grande Lisboa , há menos de um ano, precisamente por causa de um crucifixo numa escola EB1.

Thursday, November 24, 2005

e limites, não há?

A Porto Editora lançou (já em 2004, mas o freeeduation4all só o descobriu agora) um dicionário, na colecção "Académicos", que inclui palavras tais como:
"foda-se", descrita como sendo uma interjeição que expressa desagrado, etc.
"foder"
"cona"
"caralho"
(...)

Estou-me a ver numa aula:
- Foda-se! Este trabalho está uma merda*... Vai lá melhorar isto, sff.

Ou numa reunião com os encarregados de educação:
- Olhe, você está a ser uma besta**.


Parece-me evidente que a nossa língua, por estar viva, está em permanente mutação. Sempre assim foi, sempre assim será, porque a língua é a nossa cultura e representa-nos, por isso precisa de mudar connosco. Mas os impropérios, o que é que têm a ver com este processo de mudança?
* expressão que mostra desagrado
** Pessoa arrogante

Tuesday, November 22, 2005

"Um discurso que não foi publicado"...

Recebi,por mail, este discurso proferido nas Nações Unidas com o pedido de auxílio de divulgação. Depois de o ler, considerei que valia mesmo a pena deixá-lo aqui.

Vale a pena ler este discurso do Ministro da Educação Brasileiro proferida nos EUA.
Discurso do Ministro Brasileiro de Educação nos EUA

Date: Mon, 21 Mar 2005 /19:53:01

Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um Brasileiro dá um "baile" educadíssimo aos Americanos...

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos o Actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma Insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser Internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um País.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais.
Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo humano. Não se pode deixar que esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer. Penso que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada como património da humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o País onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia.
Quando os dirigentes tratarem as Crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!
"

ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. Porque é muito importante... mais ainda, porque foi Censurado.

Tuesday, November 15, 2005

Aos dadores de aulas

"Chame-me Dr. Gatto, por favor. Há trinta anos, não tendo nada melhor para fazer, experimentei ser professor. O diploma que tenho certifica que sou professor de Língua Inglesa e de Literatura Inglesa, mas não é isso que eu verdadeiramente faço. Não ensino Inglês; eu ensino o currículo escolar - e, por isso, ganho prémios."

Discurso proferido por John Taylor Gatto aquando da nomeação como "New York State Teacher of the Year" de 1991

Wednesday, November 02, 2005

educação sexual? claro que sim

mas contextualizada!

Tão óbvio que é, mas foi preciso que uma comissão, coordenada pelo Daniel Sampaio, o dissesse. Que o oiçam, pelo menos!

"A educação sexual deve deixar de ser fragmentada e deve ser integrada na educação para a saúde" Daniel Sampaio
Na educação para a saúde, na educação cívica, diria eu.

Tuesday, September 27, 2005

A "mentira" do Inglês no 1º ciclo

Cansada de ouvir apregoar a introdução do Inglês no 1º ciclo, como uma grande inovação deste ministério, sinto-me na obrigação de esclarecer o seguinte:
1. O inglês não é obrigatório nos currículos dos 3º e 4º ano .
2. A responsabilidade de execução desta medida pertence às Câmaras Municipais, que contratam os professores "que entenderem"- concursos municipais (?)
3. O tempo de serviço não conta em nada para progressão na carreira docente e/ou antiguidade.
4. Só nas escolas EBI o inglês é da responsabilidade da escola e leccionada por professores do 2º ciclo (3º grupo)
5. O Inglês é leccionado depois do horário normal da escola e obrigatoriamente funciona como actividade "de prolongamento", que também não é de frequência obrigatória para os alunos.

P.S. Numa Escola EBI , a professora de Inglês no 3º ano tem 8 alunos , e no 4º ano só 9 aparecem de vez em quando. Já teve aulas em que não apareceu nenhum aluno...

Tuesday, September 20, 2005

O Fórum Social Ibérico para a Educação vai realizar-se em Córdoba entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro.

"Partimos da ideia de que a educação é um direito universal e um bem público, ao qual todas as cidadãs e cidadãos têm o direito a aceder em condições de igualdade, e as Administrações têm o dever de garantir.
Queremos uma educação emancipadora, que favoreça a relação igualitária entre mulheres e homens, entre os diversos povos e culturas, e que seja respeitadora das línguas e culturas das diferentes nações.
Queremos uma educação que garanta a igualdade de oportunidades, que compense as desigualdades sociais e que possa actuar como antídoto frente ao racismo, ao sexismo e à exclusão social.
Defendemos o direito que têm todos os povos e nações (também as do âmbito geográfico a que se circunscreve este fórum) a construir o seu sistema educativo, a criar o seu próprio currículo e a veicular o ensino na própria língua.
Queremos que este Fórum seja o espaço para formular propostas e juntar forças para continuar a lutar por uma educação pública, laica e de qualidade para todos e todas."

Informação complementar aqui

Sunday, September 18, 2005

Amanhã, vão começar as aulas lá na Escola. Depois dos Conselhos de Turma, de que falarei nas próximas "Impressões do Quotidiano", um excerto de Saramago, lido há algum tempo e guardado numa pasta do computador, não me saía da cabeça. Tenho de o partilhar ...

"Aquela ideia que temos da esperança nas crianças, nos meninos e nas meninas pequenas, a ideia de que são seres aparentemente maravilhosos, de olhares puros, relativamente a essa ideia eu digo: pois sim, é tudo muito bonito, são de facto muito simpáticos, são adoráveis, mas deixemos que cresçam para sabermos quem realmente são. E quando crescem, sabemos que infelizmente muitas dessas inocentes crianças vão modificar-se. E por culpa de quê? É a sociedade a única responsável? Há questões de ordem hereditária? O que é que se passa dentro da cabeça das pessoas para serem uma coisa e passarem a ser outra? Uma sociedade que instituiu, como valores a perseguir, esses que nós sabemos, o lucro, o êxito, o triunfo sobre o outro e todas estas coisas, essa sociedade coloca as pessoas numa situação em que acabam por pensar (se é que o dizem e não se limitam a agir) que todos os meios são bons para se alcançar aquilo que se quer. Falámos muito ao longo destes últimos anos (e felizmente continuamos a falar) dos direitos humanos; simplesmente deixámos de falar de uma coisa muito simples, que são os deveres humanos, que são sempre deveres em relação aos outros, sobretudo. E é essa indiferença em relação ao outro, essa espécie de desprezo do outro, que eu me pergunto se tem algum sentido numa situação ou no quadro de existência de uma espécie que se diz racional. Isso, de facto, não posso entender, é uma das minhas grandes angústias."

in 'Diálogos com José Saramago

Também é minha, Amigo, com que intensidade !

Contributors

sitemeter